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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

Estou convencido de que ser pastor é um bendito privilégio e
uma grande responsabilidade. Ser embaixador de Deus e ministro da reconciliação é a missão mais nobre, mais sublime e mais urgente que um homem pode exercer na terra. Ser portador de boas novas, pregador do evangelho, consolador dos aflitos, edificador dos santos e pastor de almas é o posto de maior honra que um homem pode ocupar na vida. Nenhuma vantagem financeira deveria desviar-nos dessa empreitada. Nenhuma posição política, por mais estratégica, deveria nos encantar a ponto de desviar-nos do ministério da Palavra. Charles Spurgeon dizia para seus alunos: "Meus filhos, se a rainha da Inglaterra vos convidar para serdes embaixadores em qualquer país do mundo, não vos rebaixeis de posto, deixando de ser embaixadores do Rei dos reis e do Senhor dos senhores".

Talvez um dos grandes problemas contemporâneos seja que temos estrelas demais na constelação da grei evangélica brasileira. Há pastores que gostam de ser tratados como astros de cinema e como atores de televisão. É importante que se diga, entretanto, que as estrelas só brilham onde o sol não está brilhando. Onde o Sol da Justiça brilha, não há espaço para o homem brilhar. Deus não divide sua glória com ninguém. Somente Jesus deve ser exaltado na igreja. Toda a glória dada ao homem é glória vazia, é vanglória. O culto à personalidade é idolatria e uma abominação para o Senhor.

Chegou o tempo de sermos conhecidos como homens de Deus como Elias e Eliseu. Chegou o tempo das pessoas serem informadas que na cidade onde moramos há homens de Deus absolutamente confiáveis como Samuel. Chegou o tempo das pessoas reconhecerem que a Palavra de Deus na nossa boca é verdade. Chegou o tempo de sermos homens como Paulo, que pregava com lágrimas e poder, seja na prisão ou em liberdade, com dinheiro ou passando privações, na saúde ou quando acicatado pelos espinhos. Chegou o tempo de sermos pastores como Pedro que não vendia a graça de Deus por dinheiro, não aceitava ofertas hipócritas e mesmo desprovido de prata e ouro, via o poder de Deus realizando grandes prodígios por seu intermédio. Chegou o tempo de sermos pastores como João Batista que estava pronto a perder a vida, mas jamais a negociar os absolutos de Deus em seu ministério. Que Deus nos dê pastores segundo seu coração.


Fonte: parte do prefácio do livro "De pastor a pastor"
Autor: Hernandes Dias Lopes
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