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sexta-feira, 13 de março de 2015

A perigosa influência da televisão

Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero. Não porei cousa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se mepegará (SI 101.2,3).


A televisão é uma das mais fantásticas invenções dos tempos modernos. Ela trouxe inúmeros benefícios à sociedade. A comunicação tornou-se precisa, ágil e global. Ela encurtou as distâncias, democratizou a informação e abriu os canais do conhecimento para todos, em todos os lugares do mundo. Não obstante os grandes benefícios trazidos pela televisão, ela, também, pode tornar-se um grande perigo para a sociedade. Exatamente por sua poderosa influência, quando mal usada, torna-se perigosa. John Stott, ilustre escritor britânico, no seu livro Eu creio na pregação, alerta sobre alguns perigos da televisão:


 
A preguiça mental
A televisão tende a tornar as pessoas mentalmente preguiçosas. Ela atrai, seduz, vicia e manipula as pessoas. E surpreendente a quantidade de tempo que as pessoas passam diante da televisão. Em média, as pessoas gastam de três a cinco horas por dia diante da televisão. A televisão torna-se um vício, e esse vício leva as pessoas a se tornarem passivas. Elas deixam de pensar e tornam-se preguiçosas mentalmente. A televisão tende a destituir nas pessoas a capacidade da crítica intelectual, produzindo nelas uma verdadeira flacidez mental.

A confusão psicológica
A televisão tende a tornar as pessoas psicologicamente confusas. Idéias, conceitos, valores, filosofias e crenças são despejados diante das pessoas, e muitas vezes elas não têm o discernimento necessário para filtrar o que é certo e errado. A perda do senso crítico e a incapacidade de avaliar o que está por trás das propagandas, das telenovelas, dos filmes e até mesmo de alguns documentários e noticiários produzem uma confusão psicológica de graves conseqüências.
 
 
A desorientação moral - A televisão tende a deixar as pessoas em desordem moral. A vasta maioria dos programas, especialmente aqueles que dão mais ibope, estão eivados de valores éticos distorcidos e até mesmo nocivos para a família. A violência veiculada na televisão é uma verdadeira escola do crime. As telenovelas fazem apologia da infidelidade conjugal. Os valores morais absolutos são tripudiados, e a flacidez moral é enaltecida. Aqueles que se viciam na televisão alienam-se dentro de casa, matam a comunicação familiar e se intoxicam com conceitos liberais e permissivos que conspiram contra a família e provocam verdadeira confusão moral.


 A exaustão emocional - A televisão tende a tornar as pessoas emocionalmente insensíveis. As tragédias do mundo inteiro são despejadas dentro da nossa casa, e não temos tempo para deglutir todas essas coisas. No afã de retratar a realidade, a televisão torna-se formadora de opinião, induzindo as pessoas às mesmas práticas que ela divulga. A violência e a imoralidade andam de mãos dadas na televisão. Dessa forma, ela não apenas retrata o que existe na sociedade, mas torna-se uma mestra dessas  mesmas nulidades.
 
O esfriamento espiritual - A televisão tende a deixar as pessoas apáticas espiritualmente. Muitas pessoas trocam o culto devocional pela televisão. A tela cheia de cor e imagem ocupa o lugar da leitura da Palavra de Deus e da prática da oração. A comunhão com Deus e com os membros da família é substituída pelo vício perigoso da televisão. Que Deus nos dê discernimento para separarmos o precioso do vil e restaurarmos o altar do Senhor em nossa casa.
 
Fonte: Livro Mensagens Selecionadas
Autor: Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 20 de junho de 2012

VALE A PENA SE CASAR ?

Por: Armando Bispo da Cruz 

Em conversas casuais, brincadeiras ou em sessões de aconselhamento com jovens e adolescentes, tenho notado certa aversão à idéia do casamento e suas implicações naturais, tais como: compromisso para a vida, criação de filhos, dedicação ao lar, submissão, amor incondicional, etc. ...
Ao indagar dos jovens as razões que os levam a assumir tal postura  negativa quanto ao casamento, obtive quase sempre as mesmas respostas:

      - Sou produto de um casamento desfeito.
      - Não sei quem é meu verdadeiro pai.
      - Meus pais brigam e se agridem constantemente.
      - Perdi a confiança nas pessoas.
      - Não quero depender de ninguém.
      - Não quero me comprometer com outra pessoa.
      - Não posso colocar em risco a minha carreira profissional.
      - Não acredito no amor verdadeiro.
      - Não tenho visto bons exemplos ao meu redor.

 A verdade é que 60% da população brasileira é composta de pessoas com  menos de 30 anos de idade, das quais a grande maioria não acredita que o casamento seja uma instituição fundamental e imprescindível para uma sociedade sã. Esta minha afirmativa pode ser corroborada por um artigo que  li num periódico nordestino cujo título era: "Casamento, O Túmulo do Amor". Nele, o autor ressaltava que um número cada vez maior de pessoas está optando pela separação, a fim de evitar os contratempos da rotina, da convivência e do compromisso envolvidos no relacionamento matrimonial.
    
Jovem, que seja evangélico ou não, você está sofrendo a influência maciça de uma sociedade que, além de não temer a Deus, está sob o domínio do  "deus do século" - Satanás (2 Co 4.4; 1 Jo 5.19). Ele tem influenciado  esta sociedade incrédula no estabelecimento de uma filosofia que nega o casamento. Não como os agnósticos ascetas (1 Tim 3.6), barateando o sexo num mercado onde o corpo virava mero objeto sem valor.

O mundo moderno está produzindo uma geração de pessoas solitárias e individualistas que preferem "momentos juntos", sem nenhum compromisso duradouro. O jornal "The New York Times" publicou recentemente um artigo que definia esta geração como "The Uncommitted Generation" (A Geração Sem Compromisso). Então, não é de se admirar que os jovens educados para constituírem uma nação de indivíduos, não acreditem que a família seja o único meio de se preservar o verdadeiro amor a partir de um compromisso que gera relacionamentos sadios, duradouros e equilibrados; condições indispensáveis para a preservação da sociedade.

Qual a posição da Igreja Evangélica nesse particular? Dos quase 20 milhões de pessoas que pertencem à alguma denominação evangélica, cerca de 60% compõem-se de jovens. Será que estamos de olhos vendados para a realidade dos conflitos e das dúvidas que afligem nossa juventude? No que diz respeito ao amor, sexo e compromisso, eles gravitam entre tabus, preconceitos, medo, curiosidade, apelos, tentações, conselhos tímidos, desconfiança e chavões pastorais. Andam como quem procura uma cidade num território sem mapa. Qualquer trilha pode ser a opção.

 A revista evangélica "Christianity Today" publicou uma pesquisa feita pelo  conferencista e escritor Josh MacDowell, na qual constava que: "65% dos jovens que freqüentam regularmente as Igrejas conservadoras já tiveram algum tipo de experiência sexual" (CT 18/03/88). Isto, entre outras coisas, mostra que estamos mais contaminados do que pensamos e devemos, sem demagogia e farisaísmo, interceder por nossos jovens.
Precisamos estar conscientes de que os livros, os periódicos, os seminários, os vídeos e os sermões sobre o valor da castidade e felicidad no casamento até que a morte nos separe não nos isenta da responsabilidade de transformamos nossos relacionamentos conjugais em exemplos; modelos dignos de serem imitados pelos adolescentes e jovens que precisam ver a família do seu pastor, dos diáconos, de seus professores e líderes, a materialização ou a concretização dos princípios bíblicos que tanto pregamos

Ao entregar sua vida ao senhorio absoluto de Jesus Cristo, você pode ter a certeza de fazer parte de uma nova criação (2 Co 5.17), podendo contar com  o poder do Espírito Santo para o estabelecimento dos relacionamentos  fundamentados no amor genuíno e no compromisso duradouro. Isto não  significa "mares de rosa", mas a promessa da graça de Deus para superar as  lutas do dia- a- dia. Se o problema por falta de exemplos, temos o amor de  Cristo por sua Igreja, o qual se constitui o parâmetro mais fidedigno que pode existir.

A hora é esta, jovem - "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua  mocidade..." (Ec 12.1) e, embora marcado pelas decepções deste mundo, confie nAquele que pode renovar a sua mente, perdoa-lhe os pecados e lançar fora todo o temor. Ele o amou primeiro com seu amor incondicional (1 Jo 4.19) e derramou em seu coração esse mesmo amor que o ajudará a superar o receio e a desconfiança em relação ao casamento. Permita que Ele o conduza a experimentar o caminho sobremodo excelente. Então dirá...
Valeu a pena!

Publicado originalmente na revista Lar Cristão (http://www.larcristao.com.br/)



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