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segunda-feira, 10 de abril de 2017

A DOENÇA DE JÓ E SUA RESTAURAÇÃO

A doença de Jó:
Com a permissão de Deus (1 Co 10:1 3), Satanás afligiu Jó com uma doença que não temos como identificar. Qualquer que fosse a natureza dessa enfermidade, os sintomas eram terríveis:
·         Coceira forte (Jo 2:8),

·         Insônia (3:13),
·         Feridas e crostas supurantes (2:7),
·         Pesadelos (Jo 7:13, 14),
·         Mau hálito (19:17),
·         Perda de peso (v. 20),
·         Calafrios e febre (21:6),
·         Diarreia (30:27)
·         Pele enegrecida (v. 30).

Quando os três amigos viram Jó, nem sequer o reconheceram! (2:12).
Nem todas as aflições físicas procedem do Maligno, apesar de os demônios de Satanás serem capazes de causa-las. Por vezes, as aflições físicas são resultado natural de descuidos de nossa parte, e não podemos culpar ninguém mais além de nós mesmos. A aparência de Jó era tão repugnante que ele abandonou o convívio social (Jó 19:13- 20) e foi para fora da cidade, sentar-se sobre um monte de cinzas. Esse era o local onde se jogava e queimava o lixo da cidade e onde
os párias viviam, pedindo esmolas de quem passava por lá.

A voz da desistência:
Humanamente falando, tudo o que lhe restava era sua esposa e seus três amigos - e até estes se voltaram contra ele. "Amaldiçoa a Deus e morre!" era exatamente o que Satanás queria que Jó fizesse, e a esposa de Jó colocou essa tentação diante do marido. Satanás pode trabalhar por
intermédio de pessoas que nos são queridas (Mt 16:22, 23; At 21:10-14), uma tentação ainda mais forte por amamos tanto essas pessoas. Crer é viver sem tramar, é obedecer a Deus apesar dos sentimentos, circunstâncias ou conseqüências, sabendo que ele está realizando seu plano perfeito a seu modo e a seu tempo. As duas coisas das quais Jó se recusava a abrir mão eram sua fé em Deus e sua integridade, justamente o que sua esposa desejava que ele abandonasse.

A restauração de Jó:
Quando a vida se complica, é fácil desistir; mas essa é a pior coisa que podemos fazer.  
Jó 42.10 E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía. Deus restaurou a vida desse homem, aquela doença terrível foi eliminada. Foi completamente eliminada, todo sofrimento infligido por Satanás caiu por terra. Deus tinha um novo tempo na vida daquela família, e no meio de tanta miséria e sofrimento Jó ressurge como que das cinzas e Deus restaura sua vida e tudo o que ele tinha por completo.

No final, a esposa de Jó reconciliou-se com o seu marido e com o Senhor, e Deus lhe deu outra família (42:13). Não sabemos quanto ela aprendeu com seu sofrimento, mas podemos supor que foram experiências que promoveram seu crescimento. Não importa quão difícil seja uma situação, Deus pode trazer restauração a sua vida também. Lhe trazer cura e vida para você. Ele é o mesmo Deus de Jó, poderoso para restaurar todas as coisas.

Obras consultadas:
Bíblia Sagrada
Comentário Bíblico: Warren W. Wiersbe

Pr. Eronildo Rodrigues

sexta-feira, 13 de março de 2015

A perigosa influência da televisão

Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero. Não porei cousa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se mepegará (SI 101.2,3).


A televisão é uma das mais fantásticas invenções dos tempos modernos. Ela trouxe inúmeros benefícios à sociedade. A comunicação tornou-se precisa, ágil e global. Ela encurtou as distâncias, democratizou a informação e abriu os canais do conhecimento para todos, em todos os lugares do mundo. Não obstante os grandes benefícios trazidos pela televisão, ela, também, pode tornar-se um grande perigo para a sociedade. Exatamente por sua poderosa influência, quando mal usada, torna-se perigosa. John Stott, ilustre escritor britânico, no seu livro Eu creio na pregação, alerta sobre alguns perigos da televisão:


 
A preguiça mental
A televisão tende a tornar as pessoas mentalmente preguiçosas. Ela atrai, seduz, vicia e manipula as pessoas. E surpreendente a quantidade de tempo que as pessoas passam diante da televisão. Em média, as pessoas gastam de três a cinco horas por dia diante da televisão. A televisão torna-se um vício, e esse vício leva as pessoas a se tornarem passivas. Elas deixam de pensar e tornam-se preguiçosas mentalmente. A televisão tende a destituir nas pessoas a capacidade da crítica intelectual, produzindo nelas uma verdadeira flacidez mental.

A confusão psicológica
A televisão tende a tornar as pessoas psicologicamente confusas. Idéias, conceitos, valores, filosofias e crenças são despejados diante das pessoas, e muitas vezes elas não têm o discernimento necessário para filtrar o que é certo e errado. A perda do senso crítico e a incapacidade de avaliar o que está por trás das propagandas, das telenovelas, dos filmes e até mesmo de alguns documentários e noticiários produzem uma confusão psicológica de graves conseqüências.
 
 
A desorientação moral - A televisão tende a deixar as pessoas em desordem moral. A vasta maioria dos programas, especialmente aqueles que dão mais ibope, estão eivados de valores éticos distorcidos e até mesmo nocivos para a família. A violência veiculada na televisão é uma verdadeira escola do crime. As telenovelas fazem apologia da infidelidade conjugal. Os valores morais absolutos são tripudiados, e a flacidez moral é enaltecida. Aqueles que se viciam na televisão alienam-se dentro de casa, matam a comunicação familiar e se intoxicam com conceitos liberais e permissivos que conspiram contra a família e provocam verdadeira confusão moral.


 A exaustão emocional - A televisão tende a tornar as pessoas emocionalmente insensíveis. As tragédias do mundo inteiro são despejadas dentro da nossa casa, e não temos tempo para deglutir todas essas coisas. No afã de retratar a realidade, a televisão torna-se formadora de opinião, induzindo as pessoas às mesmas práticas que ela divulga. A violência e a imoralidade andam de mãos dadas na televisão. Dessa forma, ela não apenas retrata o que existe na sociedade, mas torna-se uma mestra dessas  mesmas nulidades.
 
O esfriamento espiritual - A televisão tende a deixar as pessoas apáticas espiritualmente. Muitas pessoas trocam o culto devocional pela televisão. A tela cheia de cor e imagem ocupa o lugar da leitura da Palavra de Deus e da prática da oração. A comunhão com Deus e com os membros da família é substituída pelo vício perigoso da televisão. Que Deus nos dê discernimento para separarmos o precioso do vil e restaurarmos o altar do Senhor em nossa casa.
 
Fonte: Livro Mensagens Selecionadas
Autor: Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

NO DESERTO COM DEUS

 
Nestes dias de confusão e extrema pressa, nos encontramos cara a cara com um perigo terrível: falta de tempo a sós com Deus. O mundo nestes últimos dias está correndo rápido. Vivemos no que se chama “a era do progresso”, e “você sabe, necessitamos estar em dia”, assim diz o mundo. Mas, este espírito do mundo não se confinou somente ao mundo. Lamentavelmente se encontra entre os santos de Deus. E qual é o resultado? O resultado é: não há tempo para estar a sós com Deus, e isto é seguido imediatamente por una falta do desejo de estar com Ele. E depois disto? Certamente a pergunta não necessita de uma resposta. Pode existir uma condição mais deplorável que a de um filho de Deus que não tem o desejo de estar a sós com seu Pai?
 
 Esta “vida de solidão”, como podemos chamá-la, é de uma importância que não se pode avaliar. E, como que com uma trombeta, queremos divulgá-la aos ouvidos de nossos irmãos. Permita-nos voltar as páginas do próprio Livro de Deus, pois não podemos ir a outro lugar, caso buscamos luz sobre este ou qualquer outro assunto. Ao pesquisar em suas preciosas páginas, encontramos que os homens de Deus (os fortes homens de Deus) foram aqueles que tem estado na “escola de Deus”, como esta tem sido bem chamada e sua escola era simplesmente isto: “no deserto a sós com Ele mesmo”. Era ali onde eles obtinham o seu ensino, onde eles eram equipados para a batalha. E quando veio o tempo para se levantar no serviço público a favor de Deus, seus rostos não foram envergonhados e de modo algum, eles tinham rostos como que de leões. Eles foram valentes e intrépidos, sim, vitoriosos para Deus, porque a batalha já havia sido ganha no deserto com Ele.
 Hoje em dia, quantos filhos de Deus, queridos por Ele são levados pelo “espírito do mundo”? E quantos cristãos auto-suficientes são empurrados para o serviço de Deus, ou empurram a si próprios, sem este aprendizado (esta disciplina do deserto)? Eles tomam um terrível “atalho” até a frente de batalha, porque aquele “atalho” cortou por completo “a escola de Deus”.
 Quão diferente do que encontram nossos olhos nas páginas do Livro de nosso Pai. Encontramos a Abraão em doce comunhão com seu Deus, enquanto seu sobrinho mundano está correndo com o espírito da época, na ímpia Sodoma. Se procurarmos por José, o encontraremos pelo menos dois anos completos na escola de Deus (sendo que esta era a prisão do Egito) antes que ele se levantasse para instruir com sabedoria aos seus anciãos (Salmos 105:22), e “para conservar muita gente com vida” (Gênesis 50:20). Se procurarmos por Moisés, o encontraremos na escola de Deus atrás do deserto (Êxodo 3:1) e então, mas não antes, ele apareceu publicamente como libertador do povo de Deus. Se procurarmos por Davi, a solidão para ele, foi a escola de Deus. Ali ele matou o leão e o urso (1ª Samuel 17:34-36), quando nenhum olho humano estava próximo. Ele obteve a vitória somente com Deus. Recém saído da escola de Deus, ele se colocou diante dos milhares de Israel e enquanto todo Israel seguia a Saul, ele, homem do povo, “temendo”, havia um ali que não temia; e esse era aquele que havia estado na escola de Deus na solidão, a sós com Ele mesmo. Sem dúvida, seria maravilhoso então que o Senhor produzisse uma grande vitória em Israel naquele dia! Mas, por que multiplicar exemplos do Livro de Deus?
Poderíamos contar como Elias se escondeu junto a um ribeiro, que estava mais tempo a sós com seu Deus que andando nos lugares de testemunho público e que encontrou na solidão de Querite (1º Reis 17:9) uma disciplina necessária antes de que entregasse a mensagem de Deus. Poderíamos falar de Paulo, cuja viagem a Arábia parece ter sido não para outro propósito que o de estar na escola de Deus no deserto (Gálatas 1:17).
 Mas destes exemplos que já trouxemos à atenção, nada pode ser mais claro do que isto: que se você ou eu vamos ser de alguma maneira usados por Deus aqui embaixo (se o glorificarmos sobre a terra) precisamos ter tempo para estar a sós com Ele. Se nós “não temos tempo”, devemos fazê-lo. Seja quem for ou o que for, poderá ser colocado de lado, mas, Deus não deverá sê-lo. Nós devemos ter tempo (cada um de nós, “dotado” ou “não dotado”) devemos ter tempo para estar a sós com Deus. É no quarto fechado que os leões e os ursos devem ser mortos. Mas, o Senhor torna claras todas aquelas coisas para nós, estando no deserto a sós com Ele mesmo. Somente então faremos verdadeiramente a obra de Deus (e a faremos a maneira de Deus), somente assim faremos as muitas coisas que Deus tem preparado para nós, e no tempo exato apontado pelo Pai. Quantos segredos obteremos do Senhor na solidão com Ele mesmo! E se nós não cuidarmos pelos segredos da sua presença, que cuidado terá Ele do nosso jactanciosos serviço? É a nós mesmos que Ele quer, e só aquele serviço que flui da alegria da sua presença é digna do seu nome. Somente tal serviço poderá resistir ao fogo do juízo e trará alegria no dia de Cristo, tal que não tenhamos corrido em vão, nem em vão, tenhamos trabalhado.
 Que cada um de nós tenha o ouvido aberto à voz do Mestre quando Ele nos disser: “Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto” (Marcos 6:31), recordando que ainda que Ele era o Filho do Pai, o encontramos repetidas vezes indo “a um lugar solitário”, e lá orando, mesmo que para fazê-lo, tivesse que levantar-se “de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro” (Marcos 1:35). A mesma Testemunha fiel, como também seus fiéis servos em cada século, necessitam de uma experiência na solidão, um ensino do deserto, a sós com Deus, e, amados, nós também.
autor desconhecido

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

Estou convencido de que ser pastor é um bendito privilégio e
uma grande responsabilidade. Ser embaixador de Deus e ministro da reconciliação é a missão mais nobre, mais sublime e mais urgente que um homem pode exercer na terra. Ser portador de boas novas, pregador do evangelho, consolador dos aflitos, edificador dos santos e pastor de almas é o posto de maior honra que um homem pode ocupar na vida. Nenhuma vantagem financeira deveria desviar-nos dessa empreitada. Nenhuma posição política, por mais estratégica, deveria nos encantar a ponto de desviar-nos do ministério da Palavra. Charles Spurgeon dizia para seus alunos: "Meus filhos, se a rainha da Inglaterra vos convidar para serdes embaixadores em qualquer país do mundo, não vos rebaixeis de posto, deixando de ser embaixadores do Rei dos reis e do Senhor dos senhores".

Talvez um dos grandes problemas contemporâneos seja que temos estrelas demais na constelação da grei evangélica brasileira. Há pastores que gostam de ser tratados como astros de cinema e como atores de televisão. É importante que se diga, entretanto, que as estrelas só brilham onde o sol não está brilhando. Onde o Sol da Justiça brilha, não há espaço para o homem brilhar. Deus não divide sua glória com ninguém. Somente Jesus deve ser exaltado na igreja. Toda a glória dada ao homem é glória vazia, é vanglória. O culto à personalidade é idolatria e uma abominação para o Senhor.

Chegou o tempo de sermos conhecidos como homens de Deus como Elias e Eliseu. Chegou o tempo das pessoas serem informadas que na cidade onde moramos há homens de Deus absolutamente confiáveis como Samuel. Chegou o tempo das pessoas reconhecerem que a Palavra de Deus na nossa boca é verdade. Chegou o tempo de sermos homens como Paulo, que pregava com lágrimas e poder, seja na prisão ou em liberdade, com dinheiro ou passando privações, na saúde ou quando acicatado pelos espinhos. Chegou o tempo de sermos pastores como Pedro que não vendia a graça de Deus por dinheiro, não aceitava ofertas hipócritas e mesmo desprovido de prata e ouro, via o poder de Deus realizando grandes prodígios por seu intermédio. Chegou o tempo de sermos pastores como João Batista que estava pronto a perder a vida, mas jamais a negociar os absolutos de Deus em seu ministério. Que Deus nos dê pastores segundo seu coração.


Fonte: parte do prefácio do livro "De pastor a pastor"
Autor: Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Estando pronto a fazer qualquer sacrifício para honrar a Deus

"E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:
Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte".  
Apocalipse 2. 8-11



Aqueles crentes eram pobres, perseguidos, caluniados, presos e agora estavam sendo encorajados a enfrentar a própria morte, se fosse preciso. A questão em destaque aqui não é ser fiel até o último dia da vida, mas fiel até o ponto de morrer por essa fidelidade. É preferir morrer a negar a Jesus. Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz. Ele foi da cruz até à coroa. Essa linha também foi traçada para a igreja de Esmirna: "Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida" (Ap 2.10). Desta forma, a igreja de Esmirna não é candidata à morte, mas à vida.


 
A cidade de Esmirna era fiel a Roma, mas os crentes são chamados a ser fiéis a Jesus. A cidade de Esmirna tinha a pretensão de ser a primeira, mas Jesus diz: "Eu sou o primeiro e o último" (Ap 1.17). Somos chamados a ser fiéis até às últimas consequências, mesmo em um contexto de hostilidade e perseguição. Policarpo, o bis­po da igreja, discípulo de João, foi martirizado no dia 23/02/155 d.e. Ele foi apanhado e arrastado para a are­na. Tentaram intimidá-lo com as feras. Ameaçaram-no com o fogo, mas ele respondeu: "Eu sirvo a Jesus há oi­tenta e seis anos, e ele sempre me fez bem. Como pos­so blasfemar contra o meu Salvador e Senhor que me salvou?" Os inimigos furiosos, queimaram-no vivo em uma pira, enquanto ele orava e agradecia a Jesus o privi­légio de morrer como mártir.
Hoje, Jesus espera de seu povo fidelidade na vida, no testemunho, na família, nos negócios, na fé. Não venda seu Senhor por dinheiro, como Judas. Não troque seu Senhor, por um prato de lentilhas, como Esaú. Não ven­da sua consciência por uma barra de ouro, como Acã. Seja fiel a Jesus, ainda que isso lhe custe seu namoro, seu emprego, seu sucesso, seu casamento, sua vida. Jesus diz que aqueles que são perseguidos por causa da justiça são bem-aventurados (Mt 5.10-12). O servo não é maior do que seu senhor. O mundo perseguiu a Jesus e também nos perseguirá.
 
A Bíblia diz que todo aquele que quiser viver piedo­samente em Cristo será perseguido (2Tm 3.12). Paulo diz: "Pois, por amor de Deus, vos foi concedido não so­mente crer nele, também sofrer por ele" (Fp 1.29). Die­trich Bonhoeffer, enforcado no campo de concentração de Flossenburg, na Alemanha, em 9 de abril de 1945, escreveu que o sofrimento é o sinal do verdadeiro cris­tão. Enquanto estamos aqui, muitos irmãos nossos estão selando com seu sangue sua fidelidade a Cristo.
 
Aqueles que forem fiéis no pouco, serão recebidos pelo Senhor com honras: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel sobre pouco; sobre muito te colocarei; participa da alegria do teu Senhor" (Mt 25.21).

 
Extraído do Livro:
Ouça o que o Espirito diz as igrejas.
Autor: Hernandes Dias Lopes




sábado, 23 de fevereiro de 2013

50 Tipos de Coração

A Bíblia nos apresenta pessoas com os mais diferentes tipos de personalidades que deixaram sua marca na vida de outros de forma boa ou ruim. Tudo o que está registrado na Palavra de Deus é para nossa edificação. Dentro desta lista de 50 Tipos de Coração encontrados na Bíblia  onde você se encaixa? Qual deles é você? Onde estás inserido? Faça uma análise, busque mudar e se aperfeiçoar para melhor no temor e na direção de Deus.

1 – Quebrantado – Salmos 34.18; 51.17; 69.20
2 – Contrito – Salmos 51.17
3 – Amargurado – gênesis 6.6 / Salmos 73.21
4 – Desejoso – Êxodo 25.2; 35.5,29
5 – Desencorajado – Números 32.7–9 / Deuteronômio 1.28
6 – Obstinado – Deuteronômio 2.30
7 – Orgulhoso – Deuteronômio 8.14 / Salmos 101.5 / Ezequiel 28.5,17
8 – Ímpio – Deuteronômio 15.9 / Provérbios 6.14,18 / Jeremias 4.14–18
9 – Compassivo – 2 Reis 22.19 / 2 Crônicas 34.27 / Efésios 4.32
10 – Tremente –  Deuteronômio 28.65 / Isaías 66.2
11 – Íntegro – 1 Reis 8.61 / 1 Crônicas 29.9 / Provérbios 10.9
12 – Ânimo Dobre – 1 Crônicas 12.33 / Tiago 4.8
13 – Mole – 1 Samuel 24.5 / Jó 23.16
14 – Puro – Salmos 24.4; 51.10 / 1 Pedro 1.22
15 – Reto – Salmos 32.11; 36.10; 64.10; 97.11
16 – Alegre – Provérbios 15.13–15; 17.22
17 – Limpo – Salmos 73.1 / Mateus 5.8
18 – Firme – Salmos 57.7; 112.7
19 – Astuto – Provérbios 7.10
20 – Perverso – Provérbios 11.20; 12.8
21 – Sábio – Êxodo 28.3; 35.25 / Provérbios 10.8; 11.29
22 – Angustiado – Provérbios 14.13; 15.13
23 – Arrogante – Provérbios 18.12 / Jeremias 48.29
24 – Amargo – Ezequiel 27.31 / Hebreus 12.15 / Tiago 3.14
25 – Irritado – Salmos 37. 1–8
26 – Aflito – Provérbios 25.20; 31.6
27 – Insondável – Salmos 64.6
28 – Malicioso – Ezequiel 25.15 / Romanos 1.30
29 – Incircunciso – Ezequiel 44. 7 / Jeremias 9.26 / Atos 7.51
30 – Novo – Ezequiel 18.31; 36.26
31 – De pedra – Ezequiel 11.19; 36.26
32 – De carne – Ezequiel 11.19; 36.26
33 – Manso e humilde – Mateus 11.29
34 – Bom e honesto – Lucas 8.15
35 – Sobrecarregado – Lucas 21.34
36 – Perturbado – João 14.1-3
37 – Singelo – Atos 2.46 / Efésios 6.5
38 – Insensato e Obscuro – Romanos 1.21
39 – Obstinado – Romanos 1.21; 2.5
40 – Circuncidado – Romanos 2.29 / Filipenses 3.3
41 – Mau – Jeremias 3.17; 7.24; 11.8 / Hebreus 3.12
42 – Enganoso – Jeremias 14.14; 17.9 / Marcos 7.21–23
43 – Verdadeiro – Hebreus 10.22 / Mateus 22.16
44 – Derretido – Josué 2.11; 5.1; 7.5; 14.8
45 – Duro – Salmos 95.8 / Hebreus 3.8
46 – Adúltero – Ezequiel 6.9 / Oséias 4.12; 9.1
47 – Endurecido – Provérbios 22.15; 28.14 / Romanos 1.21
48 – Diabólico – Atos 5.3
49 – Avarento – Jeremias 22.17 / 2 Pedro 2.14
50 – Misericordioso – Salmos 55.4 / Jeremias 4.19


Lista publicada pelo Pr. Márcio Valadão
Igreja Batista da Lagoinha
Publicado na Revista ATOSHOJE PAG. 20       Nº 8      24/02/13

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A morte chegou e eles não estavam preparados

por Renato Vargens

Confesso que eu fico impressionado com a arrogância humana. Os homens são soberbos, auto-suficientes e extremamente jactanciosos. No entanto, basta a realidade da morte aproximar-se de si ou de de sua familia, que automaticamente desmontam de sua empáfia e prepotência. Na verdade, no momento em que pessoas se vêem confrontadas com a morte, são obrigadas por fatores óbvios a retirarem suas máscaras desnundando-se diante do Criador.

A historia nos traz inúmeros relatos de homens poderosos que durante toda sua vida portaram-se como invenciveis. No entanto, ao confrontar-se com o destino final de todo ser vivente, desnudaram a alma reconhecendo a sua limitação e finitude. Veja por exemplo o relato de alguns destes:

VOLTAIRE, o famoso zombador, teve um fim terrível. Sua enfermeira disse: “Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!” Durante toda a noite ele gritou por perdão.

DAVID HUME, o ateu, gritou: “Estou nas chamas!” Seu desespero foi uma cena terrível.

HEINRICH HEINE, o grande zombador, arrependeu-se posteriormente. Ao final da sua vida, ele ainda escreveu a poesia: “Destruída está a velha lira, na rocha que se chama Cristo! A lira que para a má comemoração, era movimentada pelo inimigo mau. A lira que soava para a rebelião, que cantava dúvidas, zombarias e apostasias. Senhor, Senhor, eu me ajoelho, perdoa, perdoa minhas canções!”

De NAPOLEÃO escreveu seu médico particular: “O imperador morre solitário e abandonado. Sua luta de morte é terrível.”

CESARE BORGIA, um estadista: “Tomei providências para tudo no decorrer de minha vida, somente não para a morte e agora tenho que morrer completamente despreparado.”

TALLEYRAND: “Sofro os tormentos dos perdidos.”

CARLOS IX (França): “Estou perdido, reconheço-o claramente.”

MAZARINO: “Alma, que será de ti?”

HOBBES, um filósofo inglês: “Estou diante de um terrível salto nas trevas.”

SIR THOMAS SCOTT, o antigo presidente da Câmara Alta inglesa: “Até este momento, pensei que não havia nem Deus, nem inferno. Agora sei e sinto que ambos existem e estou entregue à destruição pelo justo juízo do Todo-Poderoso.”

GOETHE: “Mais luz!”

NIETZSCHE: “Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens.”

LÊNIN morreu em confusão mental. Ele pediu pelo perdão dos seus pecados a mesas e cadeiras. À nossa juventude revolucionária se assegura insistentemente e em alta voz, que isso não é verdade. Pois seria desagradável, ter que admitir que o ídolo de milhões se derrubou a si mesmo de maneira tão evidente.

SINOWYEW, o presidente da Internacional Comunista, que foi fuzilado por Stálin: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus.”

CHURCHILL: “Que tolo fui!”

YAGODA, chefe da polícia secreta russa: “Deve existir um Deus. Ele me castiga pelos meus pecados.”

YAROSLAWSKI, presidente do movimento internacional dos ateus: “Por favor, queimem todos os meus livros. Vejam o Santo! Ele já espera por mim, Ele está aqui.”

Caro leitor, a Bíblia está cheia de textos que nos advertem a observarmos com diligência o nosso tempo. O salmista com muita propriedade escreve: “O homem é como pó, cuja existência na terra passa rapidamente diante de Deus. Os anos vêm e vão diante do Deus eterno... A vida do homem, em média de 70 a 80 anos, é breve. Tiago em sua epistola, nos alerta: "Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa".

Prezado amigo, tudo neste mundo é incerto e passageiro. A vida passa com uma rapidez enorme e numa velocidade espantosa. Por acaso você já parou para pensar que a vida que Deus nos deu é como que um sopro diante da eternidade?

E você está preparado para encontrar o Justo Juiz?

Pense nisso!

Renato Vargens

Fonte: renatovargens.blogspot.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Normas Para Uma Vida Santa

Prefácio
Estas normas apareceram primeiro em alemão com o título “Regeln eines Gottseligen Lebens” na primeira parte da obra “Geistliches Lust-Gartlein Frommer Seelen.” Depois foram traduzidas para o inglês por Joseph Stoll. Do inglês as traduzimos para o espanhol, acrescentando uma introdução. Na edição castelhana procuramos simplificar e abreviar algumas destas normas, adaptando-as as necessidades atuais. Mais do que tudo, procuramos dar ao Espírito Santo o seu devido lugar na vida do cristão. De forma alguma queremos que alguém pense que por estas normas alguém se fará cristão... sem o novo nascimento, sem uma relação viva e pessoal com Jesus Cristo cada dia, sem o poder do Espírito Santo para livrar-se do pecado. Fixemos os olhos em Jesus. A ele seja a gloria!

A publicadora

Introdução

Com a ajuda do Senhor, nos atrevemos a apresentar-lhe algumas normas para o teu bem-estar eterno. Esperamos que estas normas possam estimular o crescimento na tua vida espiritual.

E quanto as normas, há três maneiras de vê-las: duas erradas e uma correta.

Muitas pessoas de hoje em dia crêem que podem seguir a nosso Senhor Jesus Cristo sem prestar a menor atenção as normas. “Normas? Para quê? ” dizem. “Jesus me libertou de todas essas normas.”

Será correto? O próprio Jesus dá a resposta: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama” (João 14:21). Seus mandamentos são nossas normas.

Por outro lado, outras pessoas crêem que por cumprir com certas normas serão salvas. “Não minto”, dizem eles. “Não maltrato a ninguém. Não tenho nenhum vício e vivo bem com minha esposa. Sou boa gente. Por acaso Deus me excluirá do céu ?” Qual é a resposta ? Outra vez ouçamos a voz de Deus: “Pela graça sois salvos, por meio da fé (...) não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8–9). “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”( João 3:3)

Então, para quê servem as normas? As normas servem na vida cristã da mesma maneira que servem na família. Sejamos filhos nascidos ou filhos adotados, não chegamos a ser filhos porque obedecemos ao nosso pai; obedecemos porque somos filhos. Obedecemos porque é nosso dever obedecer e porque amamos ao nosso pai. E assim é na vida cristã. A obediência vem a ser a demonstração da nossa fé e o selo do nosso amor. “Aquele que diz :Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1ª João 2:4) Quer dizer, não é cristão o que não cumpre com as normas do Pai celestial. Vejamos, pois, algumas normas para o cristão em três áreas: os pensamentos, as palavras e as obras:

Os pensamentos
1. Ao despertar pela manhã, dirija teus pensamentos para Deus. Considere que hoje poderia ser o teu último dia. E ao deitar, tome um momento para pensar que não sabe se voltará a despertar neste mundo, ou se será na ressurreição que despertarás. Assim, vemos a importância de orar diariamente. Na manhã e de novo à noite, ajoelhe-se diante de Deus, louvando-o por seu cuidado contínuo e pedindo-lhe a sua ajuda para seguir vencendo o pecado.

2. Guarda-te de pensamentos perversos, ociosos ou impuros (Provérbios 4:23). O que você pensar, assim será o teu falar, a tua conduta e toda a tua maneira de viver.

3. Medite freqüentemente nas quatro últimas ocorrências: na morte —não há nada mais conclusivo que ela; no dia do juízo —não existe coisa mais pesada; no inferno —não há lugar mais horrível; e no céu —não há lugar mais cheio de prazer. Aquele que medita nestas coisas evitará muitos pecados e será diligente no caminho da salvação.

4. No domingo medite nas obras maravilhosas de Deus: primeiro, na criação de Deus e seu governo nela; também na nossa redenção. Guarde o dia de repouso como um dia de oração, de escutar e estudar a palavra de Deus. Guarde-o como um dia de conversas e pensamentos sobre coisas espirituais. Desta maneira poderá glorificar à Deus no dia de repouso. Se alguém não santificar o dia de repouso, é provável que desprezará também os demais mandamentos de Deus.

5. Antes de começar qualquer coisa, reflexione bem sobre qual poderá ser o resultado dela. Considere: gostaria de se encontrar fazendo o que pensa em fazer, se nessa mesma hora a morte te chamasse para que se apresentasse diante de Deus? Não se envolva em algo que possa destruir a tua esperança e segurança da salvação. Conduza-te cada dia como se fosse o último da tua vida.

6. Se alguém te fizer um mal, tenha um espírito perdoador e esqueça do assunto. Se tomar a peito o mal e se revoltar, fará mais dano a ti mesmo do que a qualquer outra pessoa. Você deve perdoar, e Deus julgará ao malfeitor no seu devido tempo.

7. Guarda-te especialmente de um espírito descontente e rebelde. Sofra e tenha dificuldades somente quando Deus o permitir para o teu próprio bem. Deus te abençoará com inumeráveis dádivas para suprir as tuas necessidades. Desta forma, pelo teu bem, tem distribuído penas e provas para que possa permanecer humilde. No meio da aflição, recorde que Ele te fortalecerá e que te livrará no momento oportuno.

8. Se outros te louvam, humilha-te. Não te louves nem te jactes; assim fazem os néscios que buscam a exaltação vã. Seja honrado em todos os teus tratos e os outros te louvarão. Sobre tudo, busque o louvor que vem de Deus.

9. Não se preocupe demais com os assuntos alheios. Evite o que não tiver que ver contigo.

10. Nunca considere pequeno nenhum pecado. Todo pecado, ainda que pareça muito pequeno, é uma transgressão contra Deus. Um pecado pequeno, amado e nutrido pode condená-lo da mesma maneira que um pecado grande. Se não consertar um pequeno vazamento de água, com o passar do tempo poderá até afundar um barco. Da mesma maneira, um pecado pequeno, se continuar nele sem arrepender-se, poderá afundá-lo e mandá-lo para o inferno. Acostume-se, pois, a vencer cada pecado pequeno e assim poderá vencer também os pecados grandes. Evite especialmente os pecados premeditados para que não provoque a ira de Deus.

11. “Quando cair o teu inimigo, não te alegres” (Provérbios 24:17) Se amar de verdade ao teu inimigo, buscará sem falta o bem dele. Aquele que se alegra da calamidade do outro, não ficará sem castigo. (Provérbios 17:5)

12. Não permita que a inveja nem o ódio habitem no teu coração. Não guarde rancor contra ninguém. Deus nos amou sendo que éramos seus inimigos; portanto, ele espera que amemos aos nossos inimigos por causa dele. Em comparação com o que Deus nos perdoou, é uma coisa bem pequena de nossa parte, perdoar aos nossos inimigos. Ainda que poderá pensar que o teu inimigo não é digno do teu perdão, vale muito a pena perdoá-lo por causa de Cristo.

13. O fato de que os incrédulos desprezam a vida santa e piedosa, não te dá motivos para fazer o mesmo e desviar-se dela. Não te esqueça nunca da seriedade do pecado, ainda que a maioria viva uma vida pecaminosa. O caminho para o inferno sempre está cheio (Mateus 7:13) Se Deus te perguntar no dia do juízo: Por que se entregou à bebedeira ? Por que não foi honrado ? Por que viveu com ódio e ciúmes ? responderia então: Senhor, fiz isto porque a maioria assim o fez ? Deus poderia te responder: “Visto que com a maioria pecaste, com a maioria irás ao inferno”.

14. Se tiver que tomar uma decisão importante, ou caso se encontre no meio de circunstâncias em que não sabe qual será a melhor ação ou resposta, passe pelo menos uma noite em meditação. Não se arrependerá de tê-lo feito.

15. Não durma sem considerar como passou o dia e o que fez para o bem e para o mal. Desta maneira, logo perceberá se está usando ou não o teu tempo de uma maneira construtiva.

As palavras
1. Pense ! De toda palavra ociosa que falar, dela dará contas no dia do juízo (Mateus 12:36). “Na multidão de palavras não falta pecado” (Provérbios 10:19). Portanto, evite toda conversa que não edifique. Reflexione de antemão se o que está a ponto de dizer tem valor, já que é melhor calar do que dizer algo ocioso ou falso.

Jamais deverá contar algo como veraz a menos que, com toda segurança, seja certo. Uma vez que se saiba que não é escrupuloso em dizer sempre e somente a verdade, ninguém acreditará em você quando falar a verdade. Ao contrário, se sempre cuidar em dizer somente a verdade...nem mais, nem menos...cada palavra que disser, valerá mais do que as do mentiroso ditas debaixo de juramento. Além disso, deve dar-se conta de que “os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21:8). Não poderão escapar do castigo eterno.

2. Se você deseja ter companheiros honrados, cuide de que o teu falar mostre que é digno de tal companheirismo. Portanto, evite os insultos, o escárnio, as palavras indecentes e as piadas corrompidas. Em primeiro lugar, falar com luxúria é a prova exterior de um coração não regenerado: “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mateus 12:34). Em segundo lugar, o humor obsceno e as palavras indecorosas facilitam o cometer atos desonrosos.

“Mas”, poderá dizer, “é necessário que se converse quando se está com os seus amigos.” Claro, mas que seja algo que edifique. A palavra de Deus não permite “nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm ;(...) porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Efésios 5:4, 6). Por uma conversa corrompida e por uma risada vã, se contrista o Espírito de Deus. (Efésios 4:29–30) A língua é a glória do homem e a honra do corpo. Deve-se usá-la mal por falar perniciosamente? (Tiago 3:6). Portanto, odeie toda imundice; fale sempre o que for amoroso e o que for edificante, para que deste modo os ouvintes possam ser fortalecidos. Use o dom de falar como um meio de repreender os ociosos, instruir os ignorantes e consolar os agoniados. Deus te recompensará abundantemente com uma maior quantidade de seus dons.

3. Abstenha-se diligentemente do hábito vulgar de jurar e de profanar o santo nome de Deus, o qual é uma evidência indisputável de um caráter frívolo, profano e ímpio. Aquele que procura afirmar suas palavras com juramentos, raras vezes é um homem de integridade. Se não tiver consciência para não profanar o nome de Deus, por quê supor que terá consciência para não mentir ? “Seja, porém, o vosso falar : Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mateus 5:37). E se quiser evitar a profanação, não busque o companheirismo dos profanos. Ali você facilmente poderá cair, porque se acostumará com a profanação. Repreenda ao amigo pela sua profanação, se acreditar que receberá a repreensão: se não, não haverá proveito em repreendê-lo (Provérbios 9:8).

4. Não seja demasiado rápido em crer em tudo o que ouvir. Não repita tudo o que ouvir, não faça o teu amigo se tornar teu inimigo. Quando ouvir alguma cisma ou alguma queixa contra outro, investigue completamente as circunstâncias antes de formar a tua opinião.

5. Não confie em ninguém os teus assuntos pessoais, a menos que seja achado digno de tua confiança. Uma maneira de provar e de chegar a conhecê-lo bem é : confie à ele algum assunto de pouca importância; se o guardar, isto indica que é fidedigno. Com tudo, não é sábio informar irrefletidamente a nenhum amigo, todos os teus assuntos pessoais. Pode ser que algum dia ele utilize contra você, o conhecimento que você o brindou.

6. A calunia e a cisma são venenos para qualquer amizade. Se quiser ter amigos honrados, não fale mal deles. Se houver uma falta em algum amigo teu, não fale dela até que possa falar com ele pessoalmente. Se na tua presença outros falam sem respeito de alguém que está ausente, antes de atrever-se a participar na conversa, escrutine o teu próprio coração. Sem dúvida achará em você mesmo as mesmas faltas (ou faltas maiores). Isso deve persuadi-lo a que melhore, e evitará que fale mal ou com desprezo de outro.

7. Quando necessitar de conselho, não procure um conselheiro baseando-se no seu prestigio ou estima que tem entre as pessoas. Procure aos que verdadeiramente temem à Deus e que tenham experiência no assunto do qual deseja o conselho. Se você não aceitar os conselhos de alguém que está acostumado à alta estima de seus companheiros, pode ser que se sinta insultado e que venha a ser teu inimigo. Os humildes são os melhores conselheiros.

8. Se alguém bem intencionado te der um conselho que não resulte ser bom, não o culpe. As vezes até um bom conselho falha, e não há ninguém na terra que possa saber o futuro. Não despreze o conselho dos irmãos não instruídos que buscam o teu bem-estar.

9. Não despreze as fraquezas dos outros; ao contrário, reconheça as tuas próprias faltas (Gálatas 6:1). Todos temos nossas debilidades, e não existe a pessoa de quem não se possa dizer: “Oxalá fosse diferente naquilo”. Todos temos sido, ou somos, ou poderemos chegar a ser propensos a fazer qualquer coisa, assim como o são os demais. Por isso, demonstre paciência e compaixão para com as fraquezas e erros do teu irmão. Por sua vez, não o fortaleça no seu pecado, pela tua indiferença ou pela tua negligência , mas antes por admoestá-lo e repreendê-lo como um irmão. Se o teu amor por um irmão te impulsiona a admoestá-lo, procure fazê-lo em um momento oportuno. Uma repreensão dada em um momento pouco oportuno facilmente poderia causar mais dano do que bem, especialmente se a repreensão não estiver moderada com mansidão. A repreensão é como uma salada: deve-se colocar mais azeite do que vinagre.

10. Não se acostume a discutir as palavras de outro ou julgá-las, a menos que tenha certeza que ouviu e entendeu corretamente o que quis dizer.

11. Não poderá ter disputas e divisões com os teus próximos e ainda ter paz com Deus. Se amar a Deus, tem que amar ao teu próximo também porque Deus nos manda fazer isso.

12. Suporte com paciência tuas provas, sem queixar-se, ainda que pareçam insuportáveis. Deus não se agrada das queixas, e ela te separará de teus melhores amigos quando souberem que é uma pessoa queixosa.

13. Tenha por amigo ao que te repreende em particular. Verdadeiramente é uma lástima se alguém não tiver a ninguém que se atreva a corrigi-lo quando for necessário. É provável que tal homem, por não ser repreendido nunca, pense que nunca se equivoca. Assim continuará vivendo em seus erros para sua própria perdição. Certamente todos necessitamos ensinamentos as vezes. O olho vê tudo e procura a perfeição de tudo, mas a si mesmo não pode ver. Assim acontece conosco: temos tanto prejuízo para nosso próprio beneficio que não podemos ver nossos próprios erros e faltas tão facilmente como vemos os de outros. Portanto, é muito necessário que tenhamos a ajuda de outros, já que eles podem ver as nossas necessidades muito mais claramente que nós mesmos. Se a repreensão é dada justa ou injustamente, seja por um amigo ou por um inimigo, não te prejudicará se você for uma pessoa sábia e entendida. Se houver base para a repreensão, utilize-a para melhorar-te; se a repreensão é falsa, poderá servir de aviso para saber o que evitar; se for uma pessoa que não suporta a repreensão, ou que tenha que aprender a humildade ou para que nunca venha a fazer nada que seja mal.

As obras
1. Não faça nenhum mal, mesmo que tenha a faculdade para isto. Não faça nada em secreto que se envergonharia diante dos homens. Seja como José, lembrando que mesmo que ninguém te veja, Deus vê tudo, e se pecar, a tua consciência testificará contra você. Odeie todo pecado e não somente o pecado que seja manifesto aos outros, mas também todo pecado oculto. Se esconder algum pecado, e não se arrepender, certamente Deus o tirará da luz (1ª Coríntios 4:5; Salmos 50:21).

2. Com toda a tua força, mantenha-se firme contra teus pecados íntimos. Estes são os pecados que a tua natureza pessoal tem propensão a cometer mais que qualquer outro pecado. Um ama o louvor dos homens; outro ama o dinheiro; outro é propenso a bebedeira; outro aos pecados da carne; outro ao orgulho; etc... Terá de defender-se sobre tudo contra as tuas inclinações más, mais fortes. Se pode vencer estas, facilmente poderá vencer as demais tentações. Como o caçador de aves que mantém presa a ave agarrando-a por uma pata, assim Satanás tem em seu poder, o homem que se rende a uma só tentação. Ele o teria agarrado tão completamente, como que se você tivesse se rendido a todas as tentações.

3. Se deseja evitar o pecado, terá que apartar-se de toda a ocasião e oportunidade que te leve para o mal. Aquele que não se afastar das condições que conduzem ao mal, não pode esperar vencer o pecado. As más companhias conduzem ao pecado. Delas se ouve a fala indecente, pela qual alguém facilmente pode desviar-se e corromper-se. “As más conversações corrompem os bons costumes” (1ª Coríntios 15:33). Já que as más associações são a rede do diabo com a qual leva muitos a perdição, evite o companheirismo com os ímpios e devassos. A Bíblia diz: “Se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites” (Provérbios 1:10). Os que passam muito tempo com companheiros pecaminosos, facilmente se corrompem por meio deles. Adotam a sua maneira de falar e imitam o seu caráter antes de que se dêem conta. As más companhias exigem a conformidade. Ao estar em companhia deles, terá que pecar ou sofrer o escárnio. Tomando em conta isto, o piedoso evitará o companheirismo dos ímpios. Por exemplo: se não deseja ser atraído à fornicação e a impureza, fuja diligentemente de ocasiões e de pessoas que facilitam o envolvimento nestes pecados. Para escapar da bebedeira, não busque a amizade de um bêbado. De que te servirá tal amigo que pode arruinar a tua vida e ainda destruir a tua salvação ? A experiência nos ensina que morrem mais pessoas por causa da bebedeira, do que por causa da espada do inimigo. Mais pessoas perecem por causa do vinho, que por afogar-se em água. Cuide-se da fascinação do pecado! Não sabe quão rápido poderá ser enlaçado por Satanás.

4. Quando for tentado por outros ou pelo teu próprio impulso a prejudicar ao teu próximo, considere como se sentiria se outros te tratassem da mesma maneira. Não trate os outros da maneira que não gostaria que eles te tratassem. “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós” (Mateus 7:12).

5. Ao fazer um empreendimento, não perda a fé no poder que Deus tem para prover o necessário para você. Não inicie nada sem primeiro pedir a benção de Deus, pois sem a sua aprovação, são vãs todas as nossas preocupações e labores. (Salmos 127:1–2). Rogue ao Senhor que abençoe os teus esforços. Em seguida, ponha mãos à obra com um espírito alegre, encomendando tudo a providência sábia de Deus. Ele sempre cuida dos que o temem e supre as suas necessidades.

6. Não procure permanecer em nenhuma profissão proibida por Deus. Pois, que vantagem há nas riquezas obtidas em troca da tua alma? (Mateus 16:26). Ainda que pudesse fazer grandes fortunas temporárias por meio da fraude, deste modo perderia a bênção de uma consciência limpa. E quem pode suportar uma consciência pesada ? Portanto, seja diligente como o apóstolo Paulo, sempre procurando ter uma consciência limpa para com Deus e os homens (Atos 24:16).

7. Não seja orgulhoso nem altaneiro por ter sido abençoado com bens deste mundo ou com características pessoais privilegiadas. O Deus que te deu estes dons, poderá tirá-los e pode ser que o faça se por meio do orgulho ou do desprezo de outros, você abusar do que Ele te tem dado. Ainda que possua certas qualidades das quais poderia sentir-se orgulhoso, estas se contrapõem com as tuas muitas faltas. Aquele que se conhece bem, certamente achará suficientes fraquezas humanas em si, que lhe será sumamente difícil ter-se por melhor que os outros.

8. Seja um verdadeiro servo de Cristo, não só por assistir aos cultos da igreja, mas também em todo aspecto da tua vida. Evite todo o pecado, e com um espírito verdadeiramente obediente cumpra com todos os mandamentos de Deus. Não fique satisfeito com uma reputação de ser piedoso; procure ter um caráter igualmente bom. Ai do homem que deseja ser tido por piedoso quando não é.

9. Não pense que é suficiente que só você sirva à Deus; preocupe-se para que os outros abaixo de você também o sirvam. O dever de cada pai não consiste somente no serviço pessoal à Deus, mas também o de influenciar a sua família para que esta faça o mesmo. Deus mandou: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Deuteronômio 6:6–7). Assim fez Josué, um herói valente que temia à Deus. Ele advertiu o povo de Israel que ele e sua casa serviriam ao Senhor apesar do que os demais fariam (Josué 24:15). Você também deve preocupar-se de que toda a tua casa verdadeiramente adore à Deus e o sirva.

10. Deteste a ociosidade como uma tentação de Satanás e como a causa de muitos tipos de iniquidade. Seja diligente em cumprir as tuas tarefas para que não seja achado ocioso. Satanás tem grande poder sobre os ociosos para levá-los a muitos pecados. O rei Davi caiu em adultério ao estar ocioso sobre o terraço da sua casa (2º Samuel 11:2–5).

11. Pratique a modéstia na forma de se vestir, e não tenha nada que ver com a pompa e o luxo nele. É uma grande vaidade gastar em um traje a quantidade de dinheiro que poderia vestir a duas ou três pessoas. Quando envelhecer, se lembrará dos dias quando procurava adornar-se e sentirá somente remorso por haver se deleitado em tal ostentação vã em outro tempo. Leia muito na palavra de Deus e achará muitas advertências contra o orgulho. Nenhum outro pecado foi castigado mais duramente que este. Os anjos orgulhosos e rebeldes foram transformados em demônios. Nabucodonosor, um rei que havia sido poderoso, foi feito como um animal bruto e comeu erva como um boi. Jezabel, uma rainha dominante, foi devorada por cães como resultado do seu orgulho.

12. O ódio é uma ferramenta que o diabo usa freqüentemente para prejudicar as relações humanas. Ainda que o cristão seja tentado com o ódio, mas com a ajuda do Senhor, o poderá vencer. Se te sentir tentado com o ódio, detenha-se meditando o quão amoroso, paciente e misericordioso tem sido Cristo com você. Perdoe aos outros assim como Cristo te perdoou. Seja paciente com todos como Cristo foi, o nosso exemplo perfeito.

13. Não tenha uma amizade íntima com ninguém a menos que seja uma pessoa temente à Deus. Nenhuma amizade, seja como for que tenha sido estabelecida, poderá durar muito se não tiver sido fundada sobre o temor de Deus. Pelo teu bem é melhor que as tuas amizades não cheguem a ser demasiadamente íntimas. Se a tua amizade chega a ser exclusiva e ciumenta, não poderá durar muito tempo. Seja amigo de todos os teus irmãos em Jesus Cristo, sem menosprezar a nenhum deles. Se acaso se apresentar algum desacordo entre você e teu amigo, não o despreze por esta razão nem revele os seus segredos (Provérbios 11:13). Desta maneira pode ser que o ganhe de novo como amigo.

14. Ninguém na realidade é dono do que está ao seu cuidado, mas é somente um mordomo. Portanto, reparta os teus bens aos pobres e necessitados sabiamente e de boa vontade (Romanos 12:13; 1ª Coríntios 9:17).

15. Presida com bondade e mansidão sobre os que estão debaixo de teu cargo em vez de submetê-los debaixo do temor e do terror. A justiça de Deus não suporta por muito tempo a tirania; um opressor não governa muitos dias. Administrar a justiça de maneira muito severa é realmente uma injustiça. Além da justiça, Deus requer mansidão e humildade daqueles que tem autoridade. Portanto, governe aos teus súditos com amor e com misericórdia, para que te amem e não só te temam.

16. Finalmente, seja amigável para com todos e não seja um peso para ninguém. Viva em santidade diante de Deus; viva moderadamente para contigo mesmo; viva honradamente diante de teus vizinhos. Que a tua vida seja modesta e reservada, a tua conduta cortes, as tuas admoestações amistosas, o teu perdão de bom grado. Seja leal as tuas promessas e que seja sábio o teu falar. Reparta alegremente as abundâncias que recebe. “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” (2ª Coríntios 7:1)

Fonte: www.elcristianismoprimitivo.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Casados, mas eternos namorados

Certa vez, ouvindo uma palestra sobre casamento, o preletor exemplificou o tema com a seguinte história: “Um casal há muito havia perdido o romantismo entre eles. Então, o marido, em uma atitude ousada, chegou em casa e disse à sua esposa: ‘Querida, amanhã trarei à nossa casa um convidado muito especial. Quero que você vista a sua melhor roupa. Quero, também, que deixe a nossa casa um brinco. E não se esqueça de preparar uma comida bem especial’. No dia seguinte, a mulher, apressadamente, arrumou toda a casa, deixando-a completamente limpa e cheirosa. Preparou uma comida bem saborosa. Logo depois se preparou, vestindo a sua melhor roupa. Enfim, ela estava linda!

No horário marcado, o marido chegou e tocou a campainha. Ela, com os olhos brilhando, foi logo abrir a porta para ver quem era o tal convidado. Porém, teve uma surpresa: do lado de fora estava somente o seu marido. Ela foi logo perguntando: ‘Onde está o tal convidado? Fiz tudo o que você pediu para nada? Ele não veio?’ O marido abaixou a cabeça e entristecido disse: ‘O convidado especial sou eu, meu bem! Ou não significo mais nada para você? Veja quanto tempo estamos casados e você nunca mais se arrumou assim para mim e nem mais preparou um prato especial para me esperar?’ Naquele instante, o silêncio pairou entre os dois e os olhares de um para outro diziam mais que palavras.”

Esta é uma história bem simples, porém significativa e nos deixa uma grande lição: o cuidado mútuo entre os cônjuges deve ser cultivado a cada dia. Quantos casais não sabem mais o que é namorar ou o que é sair de mãos dadas? Parece papo de pré-adolescentes apaixonados. Não, não mesmo. E se engana quem pensa assim, pois o romantismo não é privilégio restrito aos casais mais jovens, pois cada idade tem o seu esplendor e o coração jamais envelhece.

O romantismo é um dos pilares de sustentação do casamento, que, infelizmente, há muito vem sendo negligenciado. É triste dizer, mas o que mais vemos hoje são casamentos de “fachada”, aqueles que mostram uma felicidade aparente para a sociedade, entretanto, entre quatro paredes, o clima entre o casal é outro.

É interessante observar que no período de namoro é fácil colocar o romantismo em prática. Presentes pra lá e pra cá, elogios, bilhetinhos e cartas de amor, palavras de incentivo, demonstrações de carinho e afeto. No entanto, depois de casados, muitos casais parecem desaprender as diversas linguagens do amor. Começam as cobranças, as trocas de ofensas, as irritações constantes por causa de pouca coisa. O romantismo cede espaço para o desgaste do relacionamento. Com o tempo, marido e mulher perdem o desejo um pelo outro.

Assim como este marido da história teve a idéia de surpreender a sua esposa, fazendo-a refletir sobre o que estava acontecendo entre eles, da mesma forma precisamos ter força de vontade para investir no casamento. Há quanto tempo você não diz “Eu te amo” para o seu cônjuge? Talvez, nos últimos anos, você tenha se dedicado mais a outras coisas como trabalho, amizades, jogar bola, sair sempre sozinho e, principalmente, subtraindo o tempo que você teria para dialogar com seu cônjuge e filhos pelas infinitas horas em frente à TV. Um bom diálogo também faz parte do romantismo.

Em seu artigo “Nossa casa: lar ou pensão?”, da Revista Lar Cristão (Vol. 1, Nº 4), Willian Féres, que além de médico endocrinologista atua, com sua esposa, Rute Nery Féres, na área de casais, fala da comunicação entre os cônjuges: “Um bom parâmetro para saber como está a comunicação, é verificar se você pode chamar sua esposa e filhos de amigos”. Nesse caso, o autor se referiu aos maridos. Porém, a frase também serve para as esposas.

Não importa o mau tempo e nem o passar dos anos. Em Deus tudo se renova. O romantismo independe de uma data especial para ser colocado em prática. Por isso, transforme o seu “Dia do Nada” em uma data para lá de especial. Curta o seu cônjuge. Os resultados serão surpreendentes. Experimente!

Ana Paula Costa
redacao@lagoinha.com

Fonte; sexocristao.com

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CONSELHOS DE UM PASTOR PARA A BOA CONVIVÊNCIA ENTRE OS IRMÃOS

Dedicado ao Rev. Heládio Santos, exemplo de espiritualidade e sabedoria.

INTRODUÇÃO

A igreja de Jesus deve ser, para os que dela fazem parte, uma comunidade terapêutica, a estalagem para onde foi levado o homem ajudado pelo bom samaritano (Lucas 10 : 34). Muitas são as organizações e comunidades que se apresentam para dar às pessoas reconhecimento e socorro, quando a igreja de Jesus é que deveria estar chegando a esse objetivo. Até mesmo no meio evangélico as organizações para-eclesiásticas (Desafio Jovem, G12, etc), algumas das quais não são doutrinariamente ortodoxas, estão propondo-se a atingir o alvo que a igreja deveria alcançar.

Infelizmente, as comunidades que se professam cristãs, em sua grande maioria, estão tendo uma organização de empresa, com vários departamentos, onde a pessoa é considerada na categoria a que pertence, como se não tivesse que ser considerada em sua individualidade. A Bíblia protesta contra essa organização impessoal da estrutura da igreja, ensinando-nos a ser a família de Deus (Efésios 3: 14 e 15). Para este fim, a Escritura propõe a reunião em casas e a ceia do Senhor praticada em reuniões fraternais (Atos 2:46: Atos 5:42). No entanto, de nada adianta termos uma estrutura de organização favorável à comunhão, se não tivermos a sabedoria para conviver. A Bíblia diz: “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.”(Tiago 3:13-18).

Nos nossos dias temos visto intrigas, incompreensões, traumas e doenças nervosas surgindo no seio da igreja. O objetivo do presente artigo é dar alguns conselhos para a boa convivência entre os cristãos, a fim de que a igreja possa cumprir a sua missão de ser uma comunidade terapêutica.

PRIMEIRO CONSELHO : Aprenda a ver o outro como outro

Quando o apóstolo Paulo disse, em certa ocasião, que se havia feito de judeu para ganhar os judeus e de gentio para ganhar os gentios, ele estava falando de renúncias de sua parte. No contexto de sua digressão, ele já tinha dito, inclusive, que optara pelo celibato e por não ser remunerado pela Igreja, a fim de que pudesse pregar com maior liberdade e sem qualquer obstáculo perante os homens. Agora, ele estava dizendo que, muito embora não estivesse sob as regras judaicas que limitavam o comportamento humano, ele quis adotar, entre os judeus, o mesmo estilo restrito de vida que o deles, a fim de ganhá-los para Cristo, não ferindo-lhes a sensibilidade cheia de escrúpulos. Perante os gentios, Paulo fez-se como os gentios, não praticando seus costumes pecaminosos como alguns poderiam pensar, mas convivendo com eles e participando com eles da mesa. Como Jesus, Paulo comeu com os pecadores. Para o pregador dos gentios, isso era um sacrifício, pois os pagãos, em seus modos, feriam a sensibilidade dos judeus, não seguindo as normas hebraicas de higiene e comendo animais considerados impuros, conforme se conclui da leitura de Atos 10:10-16. O apóstolo Paulo também disse que se fez como os fracos, não como os moralmente fracos, mas como os fracos de consciência, os quais mostram-se com a consciência cheia de escrúpulos, sendo demasiadamente radicais (Rom. 14 : 2).

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Muito Obrigado, Pai


Por ter me entendido enquanto eu crescia
e por ter aceitado minhas tão rápidas mudanças.
Deve ter sido difícil manter-se em calma comigo,
mas você sempre tentou e quase sempre conseguiu.

Por ter me ouvido e ter me dado claras e breves respostas
às dúvidas e perguntas que eu levava a você.
Por ter reforçado minha confiança para continuar
revelando meus pensamentos e sentimentos.

Por ter me aplaudido quando fui verdadeiro,
por ter me compreendido quando eu disse mentiras,
por ter me provado que elas maculam nosso caráter.

Por ter me falado sobre os seus erros e sobre
as coisas que você aprendeu com eles.
Isso fez com que eu aceitasse meus próprios
erros, que também aprendesse e que me perdoasse.

Por prestar-me atenção e gastar tão grande
parte do seu tempo comigo.
Isso levou-me a acreditar que sou importante
e que tenho muito valor.

Por agir sempre do modo que desejou que eu agisse.
Foi assim que você me deu um modelo positivo para seguir.

Por confiar em mim e me respeitar mesmo
quando eu era menor do que você.
Por ter considerado meus sentimentos e necessidades,
e ter me mostrado muitas vezes
que elas eram semelhantes às suas.

Pelos elogios e pelos incentivos.
Foi sempre por isso que eu me senti bom
e quis continuar sendo digno da sua fé em mim.

Por ajudar-me a explorar meus talentos e potenciais.
Por ter me ensinado que para ser feliz
eu tinha que ser eu mesmo e não como você
ou igual a outros que você admirava.

Por ser você mesmo e por não desistir da felicidade.
Com isso eu aprendi a buscar uma vida feliz,
bem sucedida e satisfatória.

Obrigado, Pai
Por sempre ter me ouvido.

Ouça-me mais uma vez agora :
EU AMO VOCÊ!

Silvia Schmidt
*Humancat*
No livro " Nossas Raízes "
©1999©
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